• Raphael Battaglia

O que esperar da agenda ESG: Realidade ou Utopia?



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A sigla da moda parece ser ESG (Environmental, Social and Governance) que na tradução livre quer dizer, meio-ambiente, social e governança.


Enquanto no Brasil a maior parte das pessoas passou a conhecer este acrônimo a partir de 2020 durante a pandemia da Covid-19, segundo a Abracomex, existem registros da expressão desde a década de 1950 no mundo.


A agenda ESG dos tempos atuais é desenvolvida pelas empresas no caso do meio-ambiente através de medidas que buscam a preservação e recuperação do planeta.


Já no lado social, a busca é por medidas em prol da livre diversidade, dos direitos humanos, do consumo consciente e do bem-estar dos animais.


Por último, mas não menos importante, medidas de governança; visão através das melhores práticas de mercado; valorização por meio da meritocracia de colaboradores; criação de um ambiente de trabalho saudável em empresas público privadas e a diligência na execução da força de trabalho.


O início dos anos 2020 evidenciou a aceleração em diversas dessas agendas, por outro lado o novo conflito armado que se iniciou em 2022 entre Rússia e Ucrânia, pode deflagrar sutilmente algumas fraquezas no tocante a substituição dos combustíveis fósseis pelas economias mais desenvolvidas.


Por um lado, o conflito trouxe um pouco de entusiasmo a agenda do meio-ambiente, pois com a escalada do conflito na região, vimos a elevação brusca no preço do barril de petróleo e do gás natural, combustíveis altamente demandados no mundo e principalmente na Europa, para manter a população aquecida durante o inverno rigoroso.

Caso a compra desses combustíveis energéticos vindos da Rússia sofra embargo total por parte da EU – União Europeia, alguns países como a Alemanha podem amargar uma contração econômica forte em 2023, podendo reproduzir um efeito em dominó em outras economias do continente e no mundo.


Isso evidencia que embora a agenda pela substituição de combustíveis seja necessária para a preservação e recuperação do planeta, a velocidade dessa substituição ainda está bem longe da ideal.


Vale destacar que o carvão ainda é responsável por cerca de 30% da geração de energia na maior potência econômica europeia, a Alemanha, que ainda conta com cerca de 45% do abastecimento por meio de turbinas eólicas.


Outro ponto de vista mais positivista tenta enxergar justamente na alta dos preços desses combustíveis fósseis e na forte dependência por parte das economias europeias da energia russa, a justificativa para se acelerar o processo de mudança na matriz energética global.


Nesse sentido é que ainda esbarramos na tecnologia (mesmo com todo o avanço) para uma imediata substituição de consumo energético.


A vida útil das baterias de carros elétricos ainda é encarada com desconfiança por muitos consumidores, sem contar os elevados impostos de veículos elétricos que visão proteger a indústria do petróleo. Outra dificuldade é no desafio da distribuição e no armazenamento da energia renovável, o excesso de energia em geral é desperdiçado.


Ainda há um longo caminho para empresas e governos quando falamos de redução das desigualdades no ambiente profissional e na sociedade como um todo; na agenda que busca abolir a discriminação, seja ela por gênero, etnia, orientação sexual, religião, etc.


Embora ainda possa parecer um pouco distante ou até mesmo utópico, a agenda ESG deve ser levada bastante a sério pela sociedade como uma realidade mais que necessária, obrigatória.


Autor: Raphael Herdy Givisiez Battaglia, sócio da Jobin Investimentos.


OBS: Este vídeo tem objetivo meramente educacional e informativo.

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