• Marcos Migues

Quando meu emocional pode atrapalhar minhas decisões de investimentos?


Este vídeo tem objetivo meramente educacional e informativo



Esse questionamento é muito apropriado e comum entre nossos clientes.


A imprevisibilidade dos mercados financeiros faz com que muitos investidores não se sintam confortáveis em buscar alternativas para a gestão patrimonial ou então tomem decisões muito precipitadas em momentos voláteis.


A teoria das escolhas faz parte do debate econômico há séculos, e de forma resumida podemos distinguir as duas principais correntes dentro desse campo: a teoria tradicional e a teoria comportamental. A atual teoria tradicional de finanças começou a ser gestada no Sec. XVI por Pascoal e após muitos séculos de aprimoramentos chegamos as versões mais atuais no Sec. XX com “o Teorema da utilidade esperada” de Von Neumann Morgenstern.


O pilar da teoria clássica é a racionalidade dos indivíduos, ou seja, para qualquer decisão um investidor tem total compreensão dos fatos que o rodeiam. A partir de uma análise estatística dos cenários possíveis escolhe aquilo que lhe dá mais bem-estar. A teoria, apesar da sofisticação matemática, não parece muito coerente com o que observamos no mundo real.


O primeiro contraponto importante à teoria clássica é um conjunto de ideias e pesquisas conhecidos como teoria econômica comportamental. Com estudos controlados foi possível identificar que a maioria dos indivíduos faz escolhas diferentes das que a teoria tradicional sugere. Entender que estamos lidando com seres humanos e não “seres econômicos” parece simples, mas revolucionou a microeconomia a partir dos anos 1970.


Daniel Kahneman e Amos Tversky são dois precursores da economia comportamental e seus trabalhos lhes renderam o prêmio Nobel de economia. Esses dois autores conseguiram sintetizar uma série de vieses comportamentais que até hoje encontramos no dia a dia com clientes. Vale destacar dois efeitos: efeito certeza e o efeito reflexão.


O efeito certeza é uma armadilha que devemos sempre estar atentos. Muitas vezes os investidores escolhem o ganho certo ao invés de ponderar os ganhos possíveis e acabam deixando passar boas oportunidades.


Numa pesquisa de campo recente, vimos que a maioria dos entrevistados escolhe ganhar mil reais com 100% de certeza ao invés de participar de um sorteio com 80% de chances de ganhar de dois mil reais e 20% de não ganhar nada mesmo que a segunda opção tenha um valor esperado 60% maior.


O efeito reflexão também é conhecido como a aversão à perda. Os investidores, geralmente, assumem comportamentos diferentes quando estão perdendo.


Máximas como, “não vou sair da posição pois caiu muito”, são muito comuns entre boa parte dos investidores. Assim como no efeito certeza, perde-se de vista o mais importante: o custo de oportunidade de cada alocação.


A economia comportamental trouxe a luz vieses relevantes, a questão central é: como evitá-los e ser mais racional?


Essa, como toda questão complexa, possui uma resposta simples e muito provavelmente errada.


Então não daremos respostas, mas sim caminhos. O primeiro deles é buscar assessoria especializada, que poderá ponderar os custos de oportunidades e os ganhos potenciais em cada escolha, proteger o investidor de seus vieses é fundamental.


A segunda e não menos importante é a diversificação ampla do patrimônio, posições que se equilibrem no curto prazo e que possuam boas tendências de longo prazo. A soma dessas duas ações certamente irá diminuir o peso emocional das decisões e aumentar o racional.


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