• Raphael Battaglia

Como posso proteger meus investimentos da alta da inflação?

Atualizado: 28 de abr.



Por que a cotação do Dólar e o preço das commodities influenciam no bolso?


Este vídeo tem objetivo meramente educacional e informativo.


Nos últimos tempos esta dúvida vem sendo levantada cada vez mais para o nosso cotidiano pela mídia, atravessando o oportunismo político eleitoral até ser sentida na vida do consumidor brasileiro e de outros países no mundo. Após a crise sanitária acometida pela pandemia do Covid-19 e as tensões geopolíticas na Europa em 2022 a inflação se tornou um assunto ainda mais recorrente. Vale destacar que a pandemia de 2020 trouxe impacto negativo significativo na cadeia de produção e na demanda de alimentos, petróleo, aço, minério de ferro, dentre outras commodities, chips, pressionando o aumento dos custos de produção em todo o mundo.


No Brasil existem algumas questões estruturais que nos deixam sensíveis ao aumento dos preços do dólar e das commodities. Podemos destacar duas de simples compreensão: a primeira é que a economia do Brasil depende bastante do setor do agronegócio, que respondeu por quase 50% das exportações do país em 2020, nos colocando como o terceiro maior produtor agrícola e segundo maior exportador do mundo no setor. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e da CNA, o agronegócio no Brasil foi responsável por quase 27% do PIB em 2020, devendo chegar a 30% em 2021, ante 7,5% em 1970. A segunda razão, mas não menos importante, é que o Brasil depende em grande parte do modal rodoviário como meio de escoamento das suas produções agrícolas, sendo que aproximadamente 65% dos transportes de cargas, são feitos por meio de estradas, ou seja, boa parte dos itens alimentícios foram levados até a mesa do consumidor brasileiro por meio de caminhões movidos à diesel predominantemente, o que nos deixa muito exposto à necessidade de petróleo para escoar nossas produções.


A partir daí podemos evoluir no entendimento de onde a cotação da moeda norte-americana e do preço das commodities entram na equação da inflação. Itens como, trigo, arroz, soja, carne suína e bovina, açúcar, petróleo, aço, minério de ferros, ou seja, commodities em geral, além de serem exportadas, também são negociadas em dólares no mercado internacional, incentivando o produtor a vender para o mercado externo pressionando também os preços de venda interno. Logo, se o preço do aço sobe, esperamos que o preço dos automóveis também suba, uma vez que as montadoras repassarão esses aumentos de custos ao consumidor; o mesmo raciocínio funciona para os alimentos. Além disso, não produzimos 100% do que consumimos, de alimentos a automóveis, importamos alguns insumos de produção e de energia, como o petróleo, que talvez seja uma das commodities que mais impactam no preço dos itens, uma vez exposta nossa dependência no uso de rodovias.


A escolha de uma carteira de investimentos bem equilibrada, precisa passar pela diversificação de ativos, dentre eles aqueles indexados a índices de inflação, como IGPM e o IPCA. Ativos que garantam a correção pela inflação somados à uma taxa real de retorno, também costumam ser boas opções para atravessar momentos de incerteza com a alta dos preços. É importante que a seleção destes ativos seja acompanhada por um especialista de investimentos e que esteja na proporção adequada ao perfil de risco e necessidade de liquidez do investidor.



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Autor: Raphael Battaglia, sócio da Jobin Investimentos e planejador financeiro com certificação CFP®

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