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  • Foto do escritorMarcos Migues

Conheça 4 tipos de fundos de investimentos para diversificar sua carteira

tipos de fundos de investimentos

O número de brasileiros buscando oportunidades no mercado financeiro subiu de 31% para 36% entre 2021 e 2022. O resultado é positivo, mas a poupança continua sendo o produto mais utilizado, com 26% de preferência. Porém, existem diversos outros investimentos além da caderneta que podem compor a sua estratégia.


Quem busca resultados diferenciados, por exemplo, encontra variados tipos de fundos de investimento no mercado. Esses veículos coletivos oferecem uma maneira conveniente e diversificada de investir o seu dinheiro, além de contarem com gestão profissional.


Você deseja mais oportunidades de diversificar ao compor um portfólio de investimento? Então conheça 4 tipos de fundos de investimentos para sua carteira!


1. Fundo de renda fixa


Os fundos de renda fixa costumam agradar investidores que buscam estabilidade e previsibilidade. Isso porque esse tipo de fundo prioriza o investimento em aplicações de renda fixa, como aplicações do Tesouro Direto, CDBs (certificados de depósito bancário) e outros títulos de dívida.


Como acontece em todos os fundos de investimento, a carteira dele é montada por um gestor com certificação profissional para atuar no mercado. Ele também se responsabiliza por acompanhar os resultados e rebalancear o portfólio do fundo sempre que necessário.


Os fundos de renda fixa são considerados de baixo risco, pois os retornos muitas vezes estão ligados às taxas de juros e à inflação. No entanto, dentro desse grupo, é possível encontrar alternativas com um risco mais elevado, que tendem a trazer uma rentabilidade mais atrativa.


Ainda nesse segmento, os fundos podem ser classificados como de curto prazo (com prazo médio de vencimento dos ativos de até 365 dias) ou longo prazo (prazo médio acima de 365 dias). Esse fator influencia na tributação desses veículos de investimento.


Saiba mais:


Tributação


Sobre os lucros obtidos nos fundos de curto prazo incide IR (Imposto de Renda) em uma alíquota de 22,5% (até 180 dias) e 20% (acima de 180 dias). Já nos fundos de longo prazo, a alíquota segue a tabela regressiva do IR, iniciando em 22,5% até chegar a 15% — conforme o prazo investido.


Em ambos os casos há o chamado come-cotas. Trata-se de um mecanismo de adiantamento do IR, descontado semestralmente de cada investidor — o que reduz as suas cotas. O desconto considera a menor alíquota (20% ou 15%) para o tipo de fundo (curto ou longo prazo).


2. Fundo de ações


Quem tem o interesse de se expor ao mercado acionário, mas não quer escolher ou acompanhar a movimentação dos papéis por conta própria, pode se interessar pelos fundos de ações. Como o nome indica, esses veículos investem a maior parte do seu patrimônio em alternativas ligadas ao mercado de ações.


Entre elas, estão:

●        ações;

●        derivativos;

●        direito de subscrição;

●        debêntures conversíveis em ações;

●        cotas de outros fundos de ações.


Os gestores de fundos de ações ficam responsáveis por identificar oportunidades de investimento e tomar decisões estratégicas para otimizar o desempenho do veículo. O retorno obtido nessa modalidade pode ser mais alto que em fundos de renda fixa, mas os riscos são maiores.


Como cada fundo adota uma estratégia diferente, o nível de exposição e o potencial de retorno costuma variar bastante. Nesse contexto, é preciso avaliar qual é a alternativa mais adequada ao seu perfil de investidor e objetivos financeiros.


Tributação


Quanto à tributação de IR, os fundos de ações contam com uma alíquota única de 15%, recolhida na fonte, independentemente do prazo do investimento. Nesse tipo de fundo não há a incidência do come-cotas, fator que contribui para aumentar seu potencial de retorno, especialmente no longo prazo.


3. Fundo multimercado


Como você viu, existem fundos que priorizam o investimento em um segmento específico de mercado, mas essa não é a realidade de um fundo multimercado. Veículos desse tipo têm maior liberdade para a composição da carteira, não ficando restritos a um tipo de ativo.


Isso significa que o gestor pode optar por investir em:

●        títulos de renda fixa;

●        ações;

●        derivativos;

●        moedas;

●        commodities;

●        investimentos internacionais, entre outros.


Ou seja, a carteira de um fundo multimercado pode ser bastante diversificada, apesar de existirem alguns deles com portfólios mais restritos. Logo, é fundamental a análise do regulamento do fundo para entender quais são as estratégias usadas e o seu nível de exposição aos riscos.


Tributação


A tributação dos fundos multimercado segue as mesmas regras de um veículo de renda fixa, inclusive no que diz respeito à existência de fundos de curto e longo prazo. O mesmo vale para a incidência do come-cotas.


4. Fundos imobiliários


Também chamados de FIIs, os fundos imobiliários são veículos de investimentos que direcionam o seu patrimônio ao setor de imóveis. O seu principal objetivo é compartilhar os rendimentos obtidos no mercado imobiliário entre seus cotistas.

Isso porque, segundo a legislação aplicável, esses fundos são obrigados a distribuir, no mínimo, 95% dos seus lucros entre os seus investidores a cada semestre. Essa renda é obtida por meio dos investimentos realizados pelo gestor, conforme a estratégia adotada.


Os FIIs são divididos em:


●        fundos de papel: priorizam o investimento em títulos do mercado de imóveis, como letras de crédito imobiliário (LCIs) e certificados de recebíveis imobiliários (CRIs);

●        fundos de tijolo: investem majoritariamente em imóveis físicos, a exemplo de lajes corporativas, shopping centers, galpões industriais, entre outros;

●        fundos de fundos: buscam montar carteiras diversificadas com cotas de outros fundos imobiliários.


Diferentemente dos demais fundos que você viu, que têm suas cotas negociadas na plataforma de bancos de investimento, os FIIs são encontrados na B3 (a bolsa de valores brasileira).


Tributação


A tributação dos FIIs é fixa, recaindo sobre os ganhos com a venda de cotas em uma alíquota de 20%. O pagamento é feito por meio de DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), sendo responsabilidade do próprio cotista.


No que se refere aos ganhos com dividendos, até 2023, eles eram isentos de IR para pessoas físicas. Também não havia a incidência do come-cotas nesses fundos.

Grande parte dos fundos de investimentos contam com a taxa de administração, voltada à remuneração do gestor e sua equipe. Alguns deles ainda podem ter a taxa de performance, que é um custo cobrado quando o veículo supera os resultados de um índice previamente definido. Esse é um ponto que não pode ser negligenciado no momento de investir.


Depois de conhecer 4 tipos de fundos de investimento, algum deles chamou a sua atenção? Lembre-se de que você não precisa ficar vinculado a apenas uma alternativa de investimentos. Você pode incluir diferentes fundos na sua carteira, buscando maior diversificação.



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